Seres em Máscaras: Totens da Era Sintética
A série "Seres em Máscaras" redefine a relação entre objeto e identidade ao propor que a máscara não é um disfarce, mas a própria face de entidades autônomas. Ao utilizar sucata plástica e E.V.A., o artista constrói uma biologia sintética onde os componentes industriais funcionam como traços anatômicos e marcas de prestígio. Essas obras evocam a imponência das cabeças de bronze de Ifé, onde a estabilidade do material reflete a natureza eterna e imutável de divindades que transcendem o tempo humano.
A composição geométrica rigorosa estabelece um paralelo com as máscaras de ensino da África Ocidental, utilizando a repetição e a simetria para transmitir uma sensação de ordem e sabedoria. O uso do plástico rígido e de componentes técnicos atua como uma forma moderna de escarificação, conferindo aos seres uma presença solene. Aqui, a sucata não é vista como lixo, mas como uma matéria nobre e indestrutível, adequada para esculpir a fisionomia de seres que observam a modernidade de uma perspectiva ancestral.
(texto da Gemini)
Por fim, a obra realiza uma alquimia tecnológica, onde a precisão do corte e a montagem meticulosa das peças plásticas reinterpretam o luxo das antigas máscaras de miçangas e metais preciosos. O resultado é uma iconografia que desafia a obsolescência: ao dar rosto ao invisível com materiais que a sociedade descarta, o artista cria novos totens para a era urbana. Esses seres, fixados em suas máscaras de polímero, operam como guardiões de uma memória que funde o saber ancestral africano com a realidade industrial contemporânea.
(texto da Gemini)
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